Embu e Taboão fazem aniversário na próxima semana
Os dois municípios complentam 50 anos de emancipação administrativa e politica. Haverá muitas apresentações e festejos em ambas cidades. Mais Embu irá comemorar em sua data no dia 18 e Taboão da Serra estará festejando no dia 19 de fevereiro.
Os dois municípios complentam 50 anos de emancipação administrativa e politica. Haverá muitas apresentações e festejos em ambas cidades. Mais Embu irá comemorar em sua data no dia 18 e Taboão da Serra estará festejando no dia 19 de fevereiro. CONHEÇA A HISTÓRIA DESSES MUNICÍPIOS IRMÃOS EMBU Em 1624, Fernão Dias e sua mulher Catarina Camacho, grandes proprietários da região, doaram à igreja uma quadra de terras para construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário, iniciada em 1628, pelo Padre Belchior de Pontes que transferiu, para suas proximidades, a aldeia de M'Boy. M'boy que tupi significa cobra, originou a corruptela Embú, assim denominado a aldeia que, segundo versão popular, surgiu quantidade de cobras existentes. A construção do convento, anexo à capela foi iniciada em 1740 pelo Padre Domingos Machado. Na época, foram reunidos no aldeamento vários padres artistas que elaboraram os trabalhos de decoração da mesma. As verbas necessárias às douraduras dos entalhes das paredes de madeiras e grande número de imagens, foram possibilitadas pela venda do algodão que cultivavam em grande escala. A dificuldade de comunicação não permitiu o rápido desenvolvimento do povoado. Somente no final do século XIX, a Cúria Diocesana de São Paulo contratou o engenheiro Henrique Bocolini para demarcação do patrimônio; o qual, reconhecendo os valores artísticos da capela e do convento, realizou as primeiras obras de apoio à conservação das construções. Suas terras, no entanto, eram impróprias para a cafeicultura, principal atividade econômica da época. Assim, Embú entrou noutro período de retração que durou até meados do século XX, quando a capela e convento foram tombados pelo Estado que procedeu às devidas restaurações. A partir disso, a comunidade local, liderada por Annis Neme Bassith, começou a desenvolver as atividades artísticas, explorando o turismo como fonte de renda do Município, criado em 1959. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de M'Boy, por Lei no 93, de 21 de abril de 1880, no Município de Itapecerica. Antigo Distrito de M'Boy, do Município de Itapecerica, e que pelo Decreto Estadual no 9775, de 30 de novembro de 1938, passou a denominar-se Embú. Em 1939-1943, o Distrito de Embú figura no Município de Itapecerica. Em virtude do Decreto-lei Estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Distrito de Embú permanece no Município de Itapecerica, o qual passou a ter nova denominação de Itapecerica da Serra. Aparece na mesma situação porém grafado Embú no quadro fixado pela Lei no 2456, de 30-XII1953 para vigorar em 1954-1958. Elevado à categoria de Município com a denominação de Embú, por Lei Estadual no 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembrado do Município de Itapecerica da Serra e parte dos Distritos das Sedes dos Municípios de Itapecerica da Serra e Cotia, com Sede no antigo Distrito de Embú. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 01 de janeiro de 1960. TABOÃO DA SERRA A história de Taboão da Serra começa por volta de 1910 quando um vilarejo chamado Vila Poá foi instalado nas margens dos córregos Poá e Pirajuçara. No início eram poucas casas, a maioria chácaras que produziam batatas, cenouras e mandiocas, além de diversos pomares e algumas parreiras. Nesta época, a comunidade instalada aqui começou a crescer. Os padres, aproveitando o local arborizado, criaram uma espécie de colônia de férias, onde passavam os fins de semana e desenvolviam atividades esportivas e culturais. Pela localização privilegiada e clima ameno, muitas famílias começaram a se instalar em Taboão. No começo, a Vila Poá era longe de tudo. Não existiam linhas de ônibus e os moradores que precisavam ir até o Largo do Arouche, por exemplo, precisavam ir a pé até o Butantã, de onde partia uma vez por dia uma jardineira levando os moradores da região até o centro da capital paulista. Foi por volta de 1940 que o nome "Taboão" apareceu pela primeira vez. No local onde hoje é o hospital Family, segundo algumas versões, havia uma tábua muito grande que servia como ponte, onde hoje é o Largo do Taboão. Os produtores da região, inclusive do Pirajuçara, iam vender seus produtos na capital e marcavam de se encontrar para ir até o mercado. O "Taboão" era o ponto de encontro. Nesta época, a Vila Poá ainda pertencia a Itapecerica da Serra.
No começo da década de 50, os moradores já chegavam a quase cinco mil moradores, e em 1953 já éramos um subdistrito de Itapecerica da Serra. Um forte desejo de emancipação começou a surgir entre os habitantes. Várias reuniões começaram a definir o rumo do que viria a ser nossa cidade. Um plebiscito foi feito com muita dificuldade graças ao empenho da Sra. Luzia Hellmesteir Jurado, uma das nove emancipadoras de Taboão. Em 1958, a comissão foi até a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e protocolou o pedido de emancipação. O pedido foi aceito no mesmo ano e o distrito de Taboão virou cidade no dia 1º de janeiro de 1959. Outra versão acerca do nome da cidade surgiu por causa de uma planta chamada Taboa, muito comum nos brejos da cidade. Bom, o que é certo mesmo é que o "da Serra" foi acrescentado ao nome Taboão como uma homenagem a Itapecerica da Serra. Os nove emancipadores de Taboão da Serra são José Andrade de Moraes, Álvaro Manoel de Oliveira, José Ruiz Moreno, Sebastião da Cunha, Benedito Carneiro de Freitas, Léo Baranowsky, Hosuke Hatake, Luzia Hellmeister e Mary Rose Ducase Maciel.